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Casal passa por situação de risco no Hospital São Camilo

Casal passa por situação de risco no Hospital São Camilo

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Rosenaira, grávida de quase nove meses foi medicada com um remédio contra indicado para grávidas, que podem implicar no desenvolvimento das cartilagens ósseas do bebê

 

No último final de semana o casal Alisson Ranieri Berkenbrock e Rosenaira Jerke Berkenbrock passaram momentos de verdadeiro terror no Hospital São Camilo. Rosenaira está grávida de quase nove meses da pequena Alice. Os dois estavam em casa na sexta-feira (20) pela manhã quando Rosenaira se queixou de uma forte dor abaixo da bexiga. Imediatamente se deslocaram ao Hospital São Camilo de Imbituba para saber o que estava acontecendo.

Ao chegar ao Hospital, ela foi levada a um quarto onde foi aplicado soro e foi pedida uma amostra de urina, onde várias horas depois o resultado do exame detectou infecção urinária. O médico ginecologista e obstetra de Rosenaira, segundo Alisson, “olhou e mandou que desse a ela um soro contendo um medicamento que viemos, a saber, pode causar danos a formação da cartilagem do bebê na barriga da mãe”.

O remédio era o Ciprofloxacina. Um antibiótico, que devido a sua toxicidade, com largo histórico de efeitos adversos debilitantes, é apropriado somente quando outros antibióticos não surtirem efeito. É contraindicado para grávidas, lactantes e crianças até os 18 anos por terem implicações ao nível das cartilagens ósseas.

Alisson comenta também que o médico entrou no hospital acompanhado de sua esposa, que não é funcionária do hospital e nem formada na área da saúde. A esposa acompanhou os exames e Rosenaira se sentiu constrangida, “independente se é esposa do médico, é uma pessoa estranha olhando um exame tão minucioso. Senti-me envergonhada”.

A gravidez é um período de muitas mudanças para a mulher. Ela pode ficar mais sensível, pois está passando por mudanças no seu corpo e no seu humor. Por isso, deve ser tratada com carinho e delicadeza. Bom, não é desta maneira que o médico tratava suas pacientes segundo Alisson, sempre de forma fria e grossa. Após os exames, sua esposa começou a ter um sangramento, deixando-os ainda mais preocupados, apreensivos e desconfortáveis.

O médico deixou Rosenaira internada de sexta para sábado. Mais um momento aterrorizante para Naira, que por diversas vezes avisou às enfermeiras que tinha ar no soro intravenoso, acordando diversas vezes durante a noite para não deixar a bolha entrar em sua veia. Alisson e sua mãe voltaram ao hospital sábado de manhã para saber como estava sua esposa e filha e sem nenhuma segurança do hospital, chegaram até o quarto onde Rosenaira estava dormindo e a mangueira do soro estava cheia de ar, onde imediatamente Alisson fechou o soro.

Pouca quantidade de ar no sangue é dissolvida, pois já existem oxigênio e gás carbônico no sangue. O risco de embolia é grave quando entra muito ar. O soro é injetado na veia, então os calibres das veias tendem a aumentar conforme se aproxima do coração, logo a bolha passa fácil. Quando sai do coração para o pulmão, a bolha pode entupir uma veia pulmonar. Se a bolha estiver pequena, vai afetar uma parte pequena no pulmão, se estiver grande, pode interromper o fluxo do órgão inteiro, podendo então levar à morte.

Após saber da reputação do médico, Alisson voltou ao hospital meia hora depois determinado a retirar sua esposa de lá. “Retornei ao quarto dela por volta das 18 horas, e como havia uma enfermeira no leito solicitei que retirasse o soro da veia dela e disse que estávamos tirando ela de lá. Ela quis, com ar de superioridade me contestar, e foi quando perdi minha cabeça”. Logo ela foi liberada, o casal foi até sua casa, arrumaram algumas bolsas e foram para o Hospital Carmela Dutra em Florianópolis, que também atende pelo SUS.

“O atendimento é coisa de primeiro mundo. Maternidade com seguranças, pessoas treinadas que sabem como tratar os outros, com educação e respeito. Fizemos a ficha no balcão, explicamos tudo o que aconteceu”, Rosenaira foi encaminhada para a triagem que levou apenas dois minutos. Fomos atendidos por um estudante de medicina, residente, e uma médica plantonista.

“O atendimento foi digno de reconhecimento de todos. Começaram os exames, com equipamentos de primeira linha. Logo nos tranquilizaram, mostrando que a Alice está muito bem. Disseram que ela havia parado de se mexer devido os soros que deram a Naira em Imbituba. Inclusive questionaram o “médico” com relação a uns medicamentos que deram a minha esposa, não recomendados a gestantes”, ressalta Alisson.

No Hospital Carmela Dutra, o casal também descobriu que a infeção urinária não precisava ser tratada com o medicamento indicado pelo médico de Imbituba não era necessário, já que a infecção tinha poucas células bacterianas, necessitando apenas de repouso em casa, sem precisar ser internada e muito menos medicada através de soro intravenoso.

Para eles o momento mais feliz do final de semana foi quando puderam escutar o coração de sua filha e finalmente ver que estava tudo bem. “Sabemos agora o prazo correto de nascimento de nossa Alice, e o melhor, sabemos que ela está bem, e que o sangramento que a Naira teve foi fruto possivelmente do medicamento contra indicado que colocaram no soro dela”, disse Alisson.

Alisson fez um texto que foi postado na página do Facebook/ImbitubaSc, e acabou recebendo grande apoio da população. Nos comentários vários casos parecidos, que ressaltavam as dificuldades que várias pessoas passaram com o obstetra em questão e ao Hospital São Camilo. O casal alerta, “se a pessoa tem condições de procurar algo melhor, que vá, porque se ficar aqui irá arriscar a sua vida e a do próprio bebê”. Rosenaira comenta que o casal está tentando ter filhos há sete anos, após terem perdido um filho, “Após tanto esforço para conseguir engravidar, e vendo nosso bebê crescer com saúde, tivemos que passar por esta situação de risco. Não gosto de pensar no pior, mas que fique de alerta para outras mães que pensam em ter filhos no Hospital São Camilo”.

O Jornal Nosso Povo não entrou em contato com o Hospital São Camilo, já que Alisson comentou que ao falar da situação de sua esposa a uma das Irmãs que dirigem o Hospital, ela lhe disse que nada podia fazer, “não podemos nos intrometer nestes assuntos médicos, a Irmã me disse”, ressaltou Alisson. O jornal tentou durante todo o dia (25/09) entrar em contato com o Médico mas não obtivemos êxito, por isso foi preferível conservar sua identidade nesta matéria.

 

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